Bem-vindo ao Blogue das Bibliotecas Escolares do agrupamento da Maia!

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

CNL 2018 - Regulamento




Disponibilizamos o regulamento e calendário do CNL 2018, que tem muitas alterações.
Informamos que a Escola Secundária da Maia já está inscrita.








Um poema para começar o dia!


Outros Natais

Tragam o meu Natal em que o Menino
Trazia prendas pobres e singelas,
Mas que recordo como coisas belas
E que aos meus olhos eram ouro fino!

Recordo que colava nas janelas
Um anjo de papel tão pequenino,
Que era no Natal um inquilino,
Iluminado por pequenas velas.

Natal era quadra maravilhosa…
Apesar da pobreza que sofri,
Essa noite era linda, radiosa!

Devolvam-me a magia que perdi,
As noites de vigília respeitosa
Desse passado lindo que vivi…

autor desconhecido

"Cidades pela vida - Cidades contra a pena de morte"


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Um poema para começar o dia

A cor da Liberdade

Não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.

Eu não posso senão ser
desta terra em que nasci.
Embora ao mundo pertença
e sempre a verdade vença,
qual será ser livre aqui,
não hei-de morrer sem saber.

Trocaram tudo em maldade,
é quase um crime viver.
Mas, embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo,
não hei-de morrer sem saber
qual a cor da liberdade.

Jorge de Sena

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Dia Nacional da Cultura Científica



O dia 24 de novembro é assinalado como o "Dia Nacional da Cultura Científica". 
Para o comemorar a Biblioteca divulga, no boletim, alguns dos documentos que existem no seu acervo. Poderão sugerir estas leituras aos alunos.
Ainda relacionado com esta comemoração, a Biblioteca disponibiliza a coleção "Grandes Heróis da História", em DVD e livros de atividades, destacando cientistas como: Louis Pasteur, Marie Curie, Galileu,Leonardo daVinci, entre outros. Os filmes têm a duração aproximada de 30 minutos, pelo que poderão ser explorados em contexto de sala de aula.


No átrio da BE, estará patente uma exposição, subordinada ao tema : "A Ciência pode ser divertida!".

Um poema para começar o dia!

As árvores como os livros
As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.
E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.
As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».
É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.
Herbário, Jorge Sousa Braga

terça-feira, 21 de novembro de 2017

12ª Edição do CNL




O Plano Nacional de Leitura 2027 (PNL2027) anuncia a abertura da 12ª Edição do Concurso Nacional de Leitura a que se associam, tal como em edições anteriores, a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), a Rede das Bibliotecas Escolares (RBE), o Camões IP, a Direção de Serviços de Ensino e Escolas Portuguesas no Estrangeiro (DSEEPE), e a RTP e reafirma a sua intenção de muito fazer para alcançar resultados específicos de promoção da leitura e da escrita junto da população escolar, na atual edição alargando o universo de ação a todos os níveis de ensino básico e secundário.

O Plano Nacional de Leitura 2027, em articulação com os restantes parceiros, tem o grato prazer de convidar as escolas, os alunos, os professores, as famílias e as comunidades intermunicipais/áreas metropolitanas/associações de municípios, a que se associem a esta corrente nacional de incentivo à leitura e à escrita, desenvolvendo os níveis de literacia e de cultura nacional.


O calendário de realização do CNL e o respetivo Regulamento podem ser consultados em https://goo.gl/qLYP2Z

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Feira do Livro 2017 - Biblioteca da Escola Secundária da Maia


Um poema para começar dia




O menino abriu os olhos


O menino abriu os olhos,
Acordado, sorrindo,
Saltou da cama, estendeu-me os braços
Pequeninos
Era um anjo
De pijama
Tão lindo!

Matilde Rosa Araújo in Anjos de Pijama

A BIBLIOTECA SAI À RUA - Divulgação do Passeio a Amarante


sábado, 18 de novembro de 2017

Um poema para começar o dia!


Recomeçar

Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...
Miguel Torga

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Um poema para começar o dia!


Pescador da Barca Bela

Pescador da barca bela,
Onde vás pescar com ela
Que é tão bela,
Ò pescador!

Deita o lanço com cautela,
Que a sereia canta bela.
Mas cautela,
Ò pescador!
Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela
Só de vê-la,
Ò pescador.

Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge de ela
Foge de ela,
Ò pescador!

Almeida Garrett

Participação do AEMaia da conferência do PNL 2017, em Lisboa



quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Um poema para começar o dia!


O Direito das Crianças 

Toda criança no mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.

Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os diretos das crianças
Todos tem de respeitar.

Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão 
Direito de ter brinquedos.

Mas criança também tem 
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...

Ver uma estrela cadente, 
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.

Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola,bola, bola!

Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.

Ruth Rocha

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Um poema para começar o dia!

Os Direitos das Crianças

A Criança,
Toda a criança.
Seja de que raça for,
Seja negra, branca, vermelha, amarela,
Seja rapariga ou rapaz.
Fale que língua falar,
Acredite no que acreditar,
Pense o que pensar,
Tenha nascido seja onde for,
Ela tem direito…
… A ser para o homem a
Razão primeira da sua luta.
O homem vai proteger a criança
Com leis, ternura, cuidados
Que a tornem livre, feliz,
Pois só é livre, feliz
Quem pode deixar crescer
Um corpo são,
Quem pode deixar descobrir
Livremente
O coração
E o pensamento.
Este nascer e crescer e viver assim
Chama-se dignidade.
E em dignidade vamos
Querer que a criança
Nasça,
Cresça,
Viva…
…E a criança nasce
E deve ter um nome
Que seja o sinal dessa dignidade.
Ao Sol chamamos Sol
E à vida chamamos Vida.
Uma criança terá o seu nome também.
E ela nasce numa terra determinada
Que a deve proteger.
Chamemos-lhe Pátria a essa terra,
Chamemos-lhe antes Mundo…
…E nesse Mundo ela vai crescer.
Já sua mãe teve o direito
A toda a assistência que assegura um nascer perfeito.
E, depois, a criança nascida,
Depois da hora radial do parto,
A criança deverá receber
Amor,
Alimentação,
Casa,
Cuidados médicos,
O amor sereno de mãe e pai.
Ela vai poder
Rir,
Brincar,
Crescer,
Aprender a ser feliz…
…Mas há crianças que nascem imperfeitas
E tudo devemos fazer para que isto não aconteça.
Vamos dar a essas crianças um amor maior ainda.
E a criança nasceu
E vai desabrochar como
Uma flor,
Uma árvore,
Um pássaro,
E
Uma flor,
Uma árvore
Um pássaro
Precisam de amor – a seiva da terra, a luz do Sol.
De quanto amor a criança não precisará?
De quanta segurança?
Os pais e todo o Mundo que rodeia a criança
Vão participar na aventura
De uma vida que nasceu.
Maravilhosa aventura!
Mas se a criança não tem família?
Ela tê-la-á, sempre: numa sociedade justa
Todos serão sua família.
Nunca mais haverá uma criança só,
Infância nunca será solidão.
E a criança vai aprender a crescer.
Todos temos de a ajudar!
Todos!
Os pais, a escola, todos nós!
E vamos ajudá-la a descobrir-se a si própria
E os outros.
Descobrir o seu mundo,
A sua força,
O seu amor,
Ela vai aprender a viver
Com ela própria
E com os outros:
Ela vai aprender a fraternidade,
A fazer fraternidade.
Isto chama-se educar:
Saber isto é aprender a ensinar.
Em situação de perigo
A criança, mais do que nunca,
Está sempre em primeiro lugar…
Será o sol que não se apaga
Com o nosso medo,
Com a nossa indiferença:
A criança apaga, por si só,
Medo e indiferença das nossas frontes…
A criança é um mundo
Precioso
Raro.
Que ninguém a roube,
A negoceie,
A explore
Sob qualquer pretexto.
Que ninguém se aproveite
Do trabalho da criança
Para seu próprio proveito.
São livres e frágeis as suas mãos,
Hoje:
Se as não magoarmos
Elas poderão continuar
Livres
E ser a força do Mundo
Mesmo que frágeis continuem…
A criança deve ser respeitada
Em suma,
Na dignidade do seu nascer,
Do seu crescer,
Do seu viver.
Quem amar verdadeiramente a criança
Não poderá deixar de ser fraterno:
Uma criança não conhece fronteiras,
Nem raças,
Nem classes sociais:
Ela é o sinal mais vivo do amor,
Embora, por vezes, nos possa parecer cruel.
Frágil e forte, ao mesmo tempo,
Ela é sempre a mão da própria vida
Que se nos estende,
Nos segura
E nos diz:
Sê digno de viver!
Olha em frente!

"Os Direitos da Criança", de Matilde Rosa Araújo,
In As Crianças, Todas as Crianças,
Livros Horizonte, Lisboa, 1979.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Um poema para começar o dia!

MAIS RESPEITO, EU SOU CRIANÇA


Prestem atenção no que eu digo,
pois eu não falo por mal:
os adultos que me perdoem,
mas ser criança é legal!

Vocês já esqueceram, eu sei.

Por isso ou vou lhes lembrar:
pra que ver por cima do muro,
se é mais gostoso escalar?
Pra que perder tempo engordando,
se é mais gostoso brincar?
Pra que fazer cara tão séria,
se é mais gostoso sonhar?

Se vocês olham pra gente,
é chão que vêem por trás.
Pra nós, atrás de vocês,
Há o céu, há muito, muito mais!

Quando julgarem o que eu faço,
olhem seus próprios narizes:
lá no seu tempo de infância,
será que não foram felizes?

Mas se tudo o que fizeram
já fugiu de sua lembrança,
fiquem sabendo o que eu quero:
mais respeito, eu sou criança!

Pedro Bandeira

domingo, 12 de novembro de 2017

Um poema para começar o dia!


Hoje é Dia da Criança 

Hoje é Dia da Criança
e eu quero dar-te a Lua.
Mas há meninos sem nada
que dormem sós numa rua.

Hoje é Dia da Criança,
na aula lês teus direitos.
Mas há meninos nas obras,
a mando de alguns sujeitos.

Hoje é Dia da Criança
saboreias chocolate.
Mas há meninos raptados
que sonham com o resgate.

Hoje é Dia da Criança
em todo o Planeta Terra.
Mas há meninos que morrem
em combates, numa guerra.

Hoje é Dia da Criança,
tu brincas, cantas, sorris.
Um dia, cada criança
como tu será feliz.

Luísa Ducla Soares

As crianças têm direitos



As crianças têm direitos

Em 20 de Novembro de 1989, as Nações Unidas adoptaram por unanimidade
a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados.

A CDC não é apenas uma declaração de princípios gerais; quando ratificada, representa um vínculo jurídico para os Estados que a ela aderem, os quais devem adequar as normas de Direito interno às da Convenção, para a promoção e protecção eficaz dos direitos e Liberdades nela consagrados.

Este tratado internacional é um importante instrumento legal devido ao seu carácter universal e também pelo facto de ter sido ratificado pela quase totalidade dos Estados do mundo (192). Apenas dois países, os Estados Unidos da América e a Somália, ainda não ratificaram a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Portugal ratificou a Convenção em 21 de Setembro de 1990.
LER MAIS AQUI!

Ver vídeo em https://youtu.be/YbZppsw5pjw (A maior lição do Mundo)

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Um poema para começar o dia!


Um novo dia vem nascendo

Um novo dia vem nascendo.
Um novo sol já vai raiar.
Parece a vida, rompendo em luz,
E que nos convida a amar.

          Vinicius de Moraes


terça-feira, 7 de novembro de 2017

Um poema para começar o dia!

 

 Cantiga de Amigo

     Nem um poema  nem um verso  nem um canto
     tudo raso de ausência  tudo liso de espanto
     e nem Camões  Virgílio  Shelley  Dante
 --- o meu amigo está longe
     e a distância é bastante.

     Nem um som  nem um grito  nem um ai
     tudo calado  todos sem mãe nem pai
     Ah não  Camões  Virgílio  Shelley  Dante!

 --- o meu amigo está longe
     e a tristeza é bastante.

     Nada  a não ser este silêncio tenso
     que faz do amor sozinho o amor imenso.
     Calai  Camões  Virgílio  Shelley  Dante:
     o meu amigo está longe
     e a saudade é bastante!

                    Ary dos Santos

Clássicos em rede

Clássicos em rede • Centro de Estudos Clássicos da FLUL

Clássicos em rede

Clássicos em rede é um programa de atividades para alunos dos ensinos básico e secundário, com o objetivo de aumentar os seus conhecimentos sobre a Cultura Clássica e, sobretudo, levá-los a descobrir a sua presença na atualidade: na língua e etimologia, na herança patrimonial, nos modelos estéticos e na arte, no imaginário coletivo, no ideário que está na base das nossas sociedades e em tantas outras áreas.
Este programa é desenvolvido, em parceria, pela Rede de Bibliotecas Escolares, pelo Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CEC-FLUL) e pelas autoras do projeto Olimpvs.net.
O projeto desenvolve-se em três linhas de atividade: leia tudo AQUI!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Um poema para começar o dia!

O Limpa - Palavras


Limpo palavras.
Recolho-as à noite, por todo o lado:
a palavra bosque, a palavra casa, a palavra flor.
Trato delas durante o dia
enquanto sonho acordado.
A palavra solidão faz-me companhia.

Quase todas as palavras
precisam de ser limpas e acariciadas:
a palavra céu, a palavra nuvem, a palavra mar.
Algumas têm mesmo de ser lavadas,
é preciso raspar-lhes a sujidade dos dias
e do mau uso.
Muitas chegam doentes,
outras simplesmente gastas, estafadas,
dobradas pelo peso das coisas
que trazem às costas.

A palavra pedra pesa como uma pedra.
A palavra rosa espalha o perfume no ar.
A palavra árvore tem folhas, ramos altos.
Podes descansar à sombra dela.
A palavra gato espeta as unhas no tapete.
A palavra pássaro abre as asas para voar.
A palavra coração não pára de bater.
Ouve-se a palavra canção.
A palavra vento levanta os papeis no ar
e é preciso fechá-la na arrecadação.

No fim de tudo voltam os olhos para a luz
e vão para longe,
leves palavras voadoras
sem nada que as prenda à terra,
outra vez nascidas pela minha mão:
a palavra estrela, a palavra ilha, a palavra pão.

A palavra obrigado agradece-me.
As outras não.
A palavra adeus despede-se.
As outras já lá vão, belas palavras lisas
e lavadas como seixos do rio:
a palavra ciúme, a palavra raiva, a palavra frio.

Vão à procura de quem as queira dizer,
de mais palavras e de novos sentidos.
Basta estenderes a mão para apanhares
a palavra barco ou a palavra amor.

Limpo palavras.
A palavra búzio, a palavra lua, a palavra palavra.
Recolho-as à noite, trato delas durante o dia.
A palavra fogão cozinha o meu jantar.
A palavra brisa refresca-me.
A palavra solidão faz-me companhia.

ÁLVARO MAGALHÃES
O Limpa-Palavras e Outros Poemas

VII JORNADAS DA REDE DE BIBLIOTECAS DA MAIA


VII JORNADAS DA REDE DE BIBLIOTECAS DA MAIA

E SE A BIBLIOTECA FECHASSE? PERSPETIVAS DE TRANSFORMAÇÃO

"Partindo da premissa que a prática da leitura contribui para o aumento da literacia de um país e, por conseguinte, para a formação de cidadãos mais capazes de responder aos desafios pessoais e profissionais, as bibliotecas públicas e escolares, enquanto promotoras da leitura, em especial da leitura recreativa, têm de assumir-se como eixo de inovação, capaz de contribuir para a formação de cidadãos ativos e participativos, cosmopolitas e curiosos, capazes de se adaptarem às constantes mudanças e inovações com que se deparam neste século. A partilha de conhecimentos e experiências no âmbito da(s) literacia(s) e estratégias de promoção e consolidação de hábitos de leitura sustenta uma aprendizagem prática da teoria, onde serão privilegiadas estratégias de aprendizagem ativa mobilizadoras dos conhecimentos e experiências dos formandos, sendo possível a cada um deles refletir sobre as suas práticas e aperfeiçoar as intervenções educativas no seu contexto de atuação".

sábado, 4 de novembro de 2017

Ligando Comunidades e Culturas







No âmbito da comemoração do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, outubro, e à semelhança do que se tem feito nos anos anteriores, as escolas EB 2,3 de Gueifães e  a EB, nº1 (CEGV), organizaram exposições subordinadas ao tema proposto pela RBE: "Ligando Comunidades e Culturas".
Aproveitou-se para colocar em destaque a Diversidade Cultural... num Olhar pelo Mundo.
As exposições prolongaram-se por todo o mês de outubro.
Disponibilizaram-se, ainda, nas bibliotecas exemplares de revistas e bibliografia sobre o assunto, que suscitou grande curiosidade nos alunos.
Com esta iniciativa, pretendeu-se que os jovens se apercebessem  não só da grande variedade humana em termos culturais e físicos e das suas condições de sobrevivência, mas também que reconhecessem que, de certo modo, são privilegiados por terem acesso a uma educação tão completa.

Um poema para começar o dia!



Sei de uma camponesa

Sei de uma camponesa
Sem campo sem quintal
Que canta debruçada
Ao sol da seara
O trigo na cara
De suor tão debulhada

Sei de uma camponesa
Que dança à noite na eira
Perfumada de avenca e feno
Enfeitada de tomilho
E canta com a expressão
De quem vai ter um filho
Mesmo pelo coração

Sei de uma camponesa
Que nunca enche esta cidade
Nunca se senta à minha mesa
Nunca me leva à sua herdade
Para ouvir um trocadilho
Para tornar realidade
Um sonho que perfilho.


Rui Veloso

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Um poema para começar o dia!


Alegria

Já ouço gritos ao longe 
Já diz a voz do amor 
A alegria do corpo 
O esquecimento da dor 

Já os ventos recolheram 
Já o verão se nos oferece 
Quantos frutos quantas fontes 
Mais o sol que nos aquece 

Já colho jasmins e nardos 
Já tenho colares de rosas 
E danço no meio da estrada 
As danças prodigiosas 

Já os sorrisos se dão 
Já se dão as voltas todas 
Ó certeza das certezas 
Ó alegria das bodas 

José Saramago, in "Provavelmente Alegria"